Para todos que gastam alguns minutos da vida nessa página
Eu sei que ninguém me obrigou a escrever esse texto e tampouco manter essa página perdida. É que às vezes me pego perguntando a mim mesmo: qual o sentido de manter um blog quando não há nenhuma razão profissional para isso?
Sei também que ninguém me implorou de joelhos para essa prestação de contas. Ela é indevida. Esse texto é atrevido.
Esse texto também é uma tentativa de deixar registrada uma percepção íntima minha: sinto uma necessidade brutal de me expressar. Não importa muito elencar aqui as razões que me fizeram concluir isso.
Eu poderia dizer que um dos motivos foi ter uma vida um tanto pobre do ponto de vista amoroso. Relacionamentos não correspondidos. Relacionamentos que não me deram tempo de me mostrar. Ou que esse blog existe porque os livros da minha estante me influenciam e oferecem matéria prima.
Ou poderia resumir que o algumas paradas só existe por uma facilitação tecnológica contemporânea de estabelecer algum tipo de comunicação mais abrangente. E que faz escutar o anônimo.
Todos querem voz e vez.
O fato é que essa necessidade asfixiante de me expressar impulsionada por uma vida “só” resultou nesses devaneios virtuais, nessas confissões banais.
O Capinejar já disse mais de uma vez que todo o texto precisa trazer confissão. Seus textos são confissões.
Deixa o Bicho, música de Nei Lisboa, diz num dado momento:
Tudo é caminho
Deixa o bicho
Tudo é vontade de acertar
(...)
Alguns edifícios por dia desabam dentro da avenida...
Esse blog é um caminho. E o que eu quero é acertar. Mesmo que algum dia esse edifício desabe dentro da avenida.

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