São 73 anos para descobrir manifestações individuais. Literatura de esportistas. Arquivos da RBS e da TV Glogo. As belas histórias que começaram com meu pai, aqui em casa, e continuam com Lauro Quadros e Ruy Carlos Ostermann. O pensamento poético, humorado e bem articulado de Paulo Sant’ana. O trabalho com a linguagem de L. F. Veríssimo. As locuções eufóricas de Pedro Ernesto e Aroldo de Souza. O entusiasmo do Rio Grande.
Desses 100 anos de clássico, 27 deles eu vivo na pele essa emoção. E também tenho lá minhas histórias. A minha primeira ida ao Beira –Rio, na década de 80, para ver o Grenal e um fenômeno de azul, o Dener. O inesquecível Grenal de 5 a 2 para o Inter em pleno Olímpico, com show de Fabiano. A conquista do campeonato gaúcho pelo Inter nesse mesmo ano, no Gigante. Foi muito gosto estar lá nesse momento. Enfim, há 73 anos que invento emoção, mas há 27 que me deixo levar pelas sensações dessa polarização gostosa.
sábado, 18 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A mim só um boneco

Angustiava-me ver meus amigos com uma gama de miniaturas. Eu sentia isso. Era chato. Quando a brincadeira mudava de palco, eu não tinha muitas possibilidades, aliás, eu só tinha uma possibilidade. Mas ao mesmo tempo em que eles, os meus amigos, tinham muitos heróis, não sentiam por eles carinho, reconhecimento. Eu, no entanto, dava todos os meus créditos a ele, ao Homem de Ferro. Foi o único boneco que mamãe comprara pra mim. Não vivi com o homem-morcego ou o fortão verde ou o todo poderoso de capa vermelha. Estes, só via pela televisão. O Homem de Ferro era mais que um herói, ele era meu ouvinte. Um ouvinte particular.
Por isso que quando tiver meu filho, vou presenteá-lo com apenas um boneco, um herói. Quero vê-lo sentir o que seu pai sentira, na ausência de tantas celebridades mudas, na presença de apenas um ídolo. Único ídolo amigo.
O filme é fruto de um telefonema meu.
domingo, 12 de julho de 2009
A arte da sedução

Eu jamais imaginaria. Era madrugada de sábado para domingo. O show de Roberto Carlos em comemoração aos seus 50 anos de carreira era apenas a introdução para o romance daquela madrugada, era apenas as notas marginais que preparariam o clímax da história. Havia muito mistério em sua face, o comportamento dela estava diferente, nossos diálogos, aqui em casa, não passavam de três travessões.
Quando chegamos lá, na suíte, tive de aguardar no carro por alguns bons minutos. Fazia muito frio. Por que devo esperar no severo inverno de Satolep? O tempo está rolando! O combinado era de eu ingressar somente depois do toque no celular. Eis o toque. Fui, cheio de timidez, mas fui. Abro a porta.
Para minha inesquecível surpresa, o quarto estava maravilhosamente bem decorado. Era tudo de um bom gosto. Era uma produção meio ‘caminho das índias’. Havia velas por toda parte, todas em formato de coração. Elas flutuavam sobre uma água quase invisível. Na cama, trufas de diferentes sabores formavam uma figura geométrica, uma espécie de misticismo erótico. E no centro da cama, milimetricamente entre os dois travesseiros, uma garrafa de champanhe que trazia no rótulo: Gotas de cristal, além das duas taças. Duas belas taças.
Mudo, eu fiquei.
- Achei que a ocasião merecia, fiz isso pra nós.
- Está... está... Lindo!
Risos de ambos, estouro na saída da tampa, brinde, uma breve reflexão dos últimos 90 dias e...
O final pertence ao autor.
obs:
O que ela vai fazer quando completarmos 1 ano?
Assinar:
Comentários (Atom)