Já tenho tudo articulado em minha cabeça. Todos os passos. Se o Inter for bicampeão da América, serei, por alguns instantes, bissexual. Beijarei o D’Alessandro na boca, mesmo com um forte aparato de segurança.
E essa queda pelo D’Alessandro começou desde sua chegada a Porto Alegre, quando vestia um boné branco e uma jaqueta de couro. Então pensei:
- Poxa, esse cara é diferente!
Na seqüência, essa admiração gay pelo D’Ale só aumentou com suas belas atuações, dando um salto de qualidade ao time do meu coração. Jogo após jogo, meus olhos eram quase exclusivos para o argentino, parecendo à namorada que acompanha o namorado nos jogos de fim de semana.
Esses dias, quase me entreguei. Assistindo o jogo do Inter com alguns amigos, e num nervosismo feminino, quase grito para a TV:
- Vai D’ Alessandro, gatinho!
Seria muito difícil para mim admitir, para os poucos amigos presentes, e difícil para eles aceitarem, naquela noite fria, que sinto uma queda pelo cabeçudo.
Contive-me.
E se não bastasse todo o talento diferenciado desse cara dentro de campo, percebi, desde sua chegada, que ele usa um piercing abaixo da boca, no canto direito. E que suas tatuagens são um tanto diferentes.
Ora, tudo isso fez aparecer esse meu ímpeto e, então, concluí:
- Se o Inter for bicampeão da América, serei, por alguns instantes, bissexual. Beijarei o D’Alessandro na boca!
Babarei sua boca e seu Piercing.

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