quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Todas as calcinhas deveriam custar mais de dois mil dólares



Elas estão enganadas em comprar vestidos caros...


Jóias e sapatos não significam nada...



Pensei em escrever exatamente o contrário: todas deveriam custar no máximo 20 centavos. Elas não passam de olhares íntimos, só a mãe, a amiga e quiçá o irmão conseguem vê-la em movimento. Com atribuir valor a uma obra, já que o social não pode apreciá-la? Eis o engano: ela é o momento máximo, ela é o orgasmo para os dois glóbulos oculares. E não estou falando dessas que aparecem em desfiles, essas são falsas, não possuem calor. Estou falando de uma situação de uso, de uma singular ocasião. Elas são o canudo da cerimônia. Emoção.
O momento mais aguardado pelo outro é quando a mulher retira a penúltima peça do corpo, por que a última é ela, a calcinha. E a vista é deslumbrante. É a constatação de que todo o esforço até ali não foi à toa. Como será que ela é, de que cor, mais estreita, menos estreita, e o material, é algodão, é seda, possui babados, ela é como?
As respostas estão agora na nossa cara.
É só relaxar e contemplar a beleza da peça mais preciosa que uma mulher veste.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Self


Desculpa. Preciso dar um tempo de ti. Não estou ligando – agora - para a tua sinceridade. Eu sei que tu és e sempre foste firme nas tuas posições. Tu sempre sentiste minhas angústias, ouvindo minhas inseguranças e me fazendo sonhar, quando a tristeza invadia minha caixa torácica.
Mas agora preciso ir lá, quem sabe eles enxergam o que eu não consigo (ou não quero) enxergar.
Deseja-me boa sorte, espelho querido.


Eta povo arretado, o brasileiro.

Algumas paradas


Sabe quando a gente bate o olho numa parada e essa parada começa a dizer algo diferente pra gente? Pois é, foi o que aconteceu com esse tênis.
Eu gostaria tanto de tê-lo!
Um dia, quem sabe um dia...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tesão é a força motriz


Descobri por que xingo minha namorada. E não foi pela cadeira cursada de psicologia ou pelos filmes tantas vezes alugados. Agora consigo perceber o porquê de querer impressioná-la, de me mostrar inteligente e perfumado. Consigo entender sua súbita irritação, seus olhares de poucos amigos, seu beiço torcido, quando faço um comentário inconveniente.
Eu não me importo se estou cheirando mal, quando estou com meus poucos e verdadeiros amigos. E adjetivos como inteligente, perfumado, compreensivo, prestativo, não dizem absolutamente nada, na ausência do momento íntimo. Mas esses mesmos adjetivos são a glória, quando saem entre os dentes de uma única boca feminina.
Não me importo se minha mãe – com toda a sinceridade do mundo - diz que sou chato ou se o professor que mais admiro duvida da minha capacidade intelectual. Não dou bola para o entrevistador, quando ele, generosamente, avalia que meu currículo está aquém das pretensões da empresa.
Não quero desconsiderar os outros sentimentos, justificando apenas um.
É que não sinto tesão por essas pessoas.
Tesão é a força motriz dessa história vivida somente entre dois.