sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos namorados: o dia da outra ponta


12 de junho de 2009. A mídia diz o que se deve fazer e comprar. Não obedecemos. O jornalismo mostra casos bem sucedidos, casais totalmente mergulhados num romantismo cinematográfico. A gente não assiste os telejornais no dia dos namorados. Aprendemos isso com o tempo.
Na cidade em que vivemos, o comercio se fantasia de cupido, e o dinheiro assume papel de galã. Não nos importa. Nós sabemos o que devemos fazer e comprar. Conseguimos perceber até que ponto o dinheiro é importante pra felicidade de nós dois. Alguns, infelizmente, não.
Porque estabelecem na comparação as diretrizes para se ter o relacionamento ideal, aquele que pode ser mostrado para os outros.
O dia dos namorados é o dia da personalidade, uma personalidade. Em qualquer forma de amor, homem com homem, mulher com mulher e homem com mulher quem dá a palavra final é a outra ponta do triângulo: o casal.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Texto 100: Uma consciência existencial









Acho que como qualquer jovem do séc. XXI, as vontades, as dúvidas, as curiosidades e as frustrações possuem caráter transitório e transformador. Com a sucessão dos dias, aquilo que era interessante já não é mais ou pelo menos não tem mais a mesma força. Dá-se lugar, então, a um novo interesse.
No entanto, com o processo de amadurecimento, esse mesmo jovem adquire um olhar e uma sensibilidade capazes de fazê-lo um pouco mais consciente de si e daquilo que o constitui como cidadão, como homem, como ser que pensa, age e reagi. E ao reagir, esse mesmo jovem depõe as armas e se mostra, mas ao se mostrar esse jovem fica vulnerável. Logo, sua vulnerabilidade o traz satisfações, incompreensões, reflexões.
E é justamente isso que quero fazer agora: uma breve reflexão. Na verdade, um singelo agradecimento àqueles que fizeram e fazem parte da minha vida, que constituem o meu imaginário, a minha existência.

A minha mãe e a meu pai por me permitirem a vida;

A minha namorada por dividir momentos maravilhosos comigo e me fazer acreditar no
amor;

Ao meu irmão, ainda que uma incompreensão tenha nos afastado;

Aos meus amigos de infância, todos, em especial Carlinhos, Cristian, Jonas, Fábio, Igor, Cleiton e Rafael por terem me proporcionado tantas alegrias;

Aos meus amigos de outras cidades, especialmente os de Jaguarão. A Andréa do RJ;

A todos meus colegas de faculdade, especialmente àqueles que andam comigo, por me ajudarem a pensar e crescer como pessoa.

A todos os professores que já tive por me fazerem acreditar que estudar é mais do que importante;

A todos aqueles que já bateram uma pelada comigo, porque o futebol sempre me deu muito prazer;

E ao meu grande amigo Diego, um cara singular e especial na minha vida.

Dito isso, deixo aqui mais uma verdade, ou melhor, a minha verdade: eu escrevo para ser lido, para que pelo menos algo de positivo penetre em alguém, por mínimo que seja. Eu não escrevo para ser unânime e respeitado, porque carinho e respeito eu tenho dessas pessoas que acabei de citar.

Obrigado a todos que visitam e que leem os textos desse blog, e desculpem a eventual ausência de alguns nomes.

domingo, 7 de junho de 2009

A diferença de ser segundo (a)


Sempre tem diferença. Sempre terá diferença. Em qualquer aspecto da vida, o segundo sempre foi diferente e não há problema nenhum com isso. Aliás, o problema nisso tudo é que as pessoas, especialmente os que são segundo, não entendem.
Eu explico.
Os filhos mais novos, por exemplo, não entendem por que os pais concediam mais autonomia para os primeiros, mais liberdade e menos chateação. É que não se trata de liberdade ou chateação, o que acontece é um zelo maior para que determinados erros não voltem a se repetir, com o mesmo amor, a criação do segundo é um pouco mais racional e um pouco menos emocional.
Na segunda casa, as festas agora podem passar das dez, não precisa mais agendar a churrasqueira e a garagem admite, pelo menos, dois carros e uma moto atravessada.
Com o segundo carro, o mecânico passa a ser outro ou continua o mesmo, mas o produto que o dono usa para perfumar seu carro é muito mais eficiente, ele agora escova os tapetes.
Com o segundo cachorro, já está devidamente concebido os lugares da casa para se fazer xixi e ou coco. A casa não será mais um carnaval de rua.
E com a segunda namorada, o buquê é mais volumoso e melhor escolhido, a calça que ele veste tem a bainha mais ajustada, seu perfume não é mais tão doce, além do valor do rodízio de pizza de cada uma das pizzarias, que agora estão todos anotados na porta de sua geladeira.