quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Uma nova data: o dia nu


Sou a favor da criação de um novo feriado: O DIA DA ORIGEM. Seria uma data onde colocaríamos em celebração o dia da pureza, do nascimento do corpo físico no espaço físico, o nu como rebelião. O impedimento da etiqueta! Nessa data, dispensaríamos qualquer vestimenta ou acessório e curtiríamos o dia com a fisiologia na vitrina. É pra causar impacto na indústria da moda e da alta costura as quais estabelecem padrão classificatório de elegância. NÃO! O estilo é andar pelado, excitado ou não, com pelos ou sem. Pênis de vários tamanhos e cores desfilariam no vai – e – vem da caminhada, sob a vigilância das barrigas, alegres. Vaginas e seios com os mesmos ideais, em união, pacto contra a grife, revolução e reconstrução estética, marcha dos cem nada, abaixo a costura. As pessoas se aproximariam e as diferenças sociais - pelo menos por um dia - cederiam espaço às diferenças anatômicas, causando recuperação espiritual, reforma filosófica: espécie sem classificação!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Irmã de pedra

Minha casa passa por uma reforma de embelezamento e minha relação com o pedreiro anda no fio da navalha. Toda a relação com o pedreiro é o fio da navalha. Exige-se equilíbrio. Porque o pedreiro possui uma personalidade dualística. Ou será responsável por um processo de harmonização ou será responsável por uma irresponsabilidade. Não estou falando de roupa ou calçados porque estes convivem amistosamente numa escala semanal ou de carro que às vezes passamos dias sem usá-lo. Estou falando do espaço, do espaço que me permite ser aquilo que sou ou aquilo que gostaria de ser, o templo da minha subjetividade. Dou muito valor a casa, minha casa é minha irmã mais velha. Devo-lhe respeito e reconheço sua vivência.
Quero cuidá-la.