Uma tinha a ver com o descontentamento do meu corpo, insatisfação com a minha imagem, meu espelho há dias dizia-me: covarde,careta! A outra tinha a ver com um sentimento masoquista, vontade de gozar do prazer via dor. Isso já penetrara minha corrente sanguínea, não tinha mais jeito, precisava obedecer este eu que dialogava comigo.
Eu estava absolutamente dominado pela gangue dos Estrogênios.
Mas os rivais, os Testosteronas, diziam que continuariam relutando, que eram fortes suficientes para não me deixar entrar nesta catástrofe do ‘eu interior’. Bobagem.
Os Estrogênios, que sabiam como niguém fazer política, possuíam relações estreitas com os Deuses da expressão os quais regem a espiritualidade e identidade da humanidade. Não deu outra.
Batalha vencida, vontade concretizada, expressão estampada.