domingo, 8 de agosto de 2010

Lisa



Era uma noite perfeita para se estar na rua, namorando. Fazia meia-estação, lembro-me que vestia um jeans surrado e uma camiseta totalmente branca. Ela vestia um vestido com estampas coloridas e diferentes. Ambos estavam estilosos.

Tudo se encaixava para o sucesso de um garoto com pouco mais de 17 anos: Uma guria bonita e mais velha querendo transar com ele sem muito compromisso, sem maiores satisfações.

A ansiedade me invadia o peito. Eu não era virgem, mas sua idade e sua postura tão natural minutos antes do ato, confesso, assustava-me. Nós estávamos prestes a transar em praça pública, poucos metros da minha casa.

Já era um fato consumado entre meus amigos tal acontecimento. Ela já havia anunciado que sentia verdadeira atração física por mim. Eu realmente possuía um corpo respeitável, com coxas e bunda salientes, segundo minhas amigas.

Depois de beijos, lambidas e abraços dignos, ela profere:

- Vagner, tô muito a fim de transar contigo, agora!

Aquela frase tinha sido a prova cabal de que eu estava me envolvendo, não com uma guria, mas com uma mulher, que tinha pulso firme, convicção.

Mas eu não estava, naquela noite de meia-estação, ainda pronto pra encarar aquele ímpeto fogoso e adulto.

Levantei meu jeans surrado segundos depois de baixá-lo.
Eu não funcionei.

Eis que ela me surpreendeu com as palavras mais lindas, doces e afáveis que já escutei de uma mulher num momento difícil como esse para o homem:

- Vagner, relaxa, acontece, talvez tenha sido culpa minha!
- Eu fui com muita sede!
- Eu te agredi!

Eu estava mesmo diante de uma mulher.

No dia seguinte, seguro de não revelar para ninguém detalhes daquela noite catastrófica, pois não suportaria tamanha gozação, ouço de um amigo fardado, nós estávamos em direção ao campinho:

- Bá, conseguisse o inédito, conseguisse broxar com aquela gata da Lisa!

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