
Eu jamais imaginaria. Era madrugada de sábado para domingo. O show de Roberto Carlos em comemoração aos seus 50 anos de carreira era apenas a introdução para o romance daquela madrugada, era apenas as notas marginais que preparariam o clímax da história. Havia muito mistério em sua face, o comportamento dela estava diferente, nossos diálogos, aqui em casa, não passavam de três travessões.
Quando chegamos lá, na suíte, tive de aguardar no carro por alguns bons minutos. Fazia muito frio. Por que devo esperar no severo inverno de Satolep? O tempo está rolando! O combinado era de eu ingressar somente depois do toque no celular. Eis o toque. Fui, cheio de timidez, mas fui. Abro a porta.
Para minha inesquecível surpresa, o quarto estava maravilhosamente bem decorado. Era tudo de um bom gosto. Era uma produção meio ‘caminho das índias’. Havia velas por toda parte, todas em formato de coração. Elas flutuavam sobre uma água quase invisível. Na cama, trufas de diferentes sabores formavam uma figura geométrica, uma espécie de misticismo erótico. E no centro da cama, milimetricamente entre os dois travesseiros, uma garrafa de champanhe que trazia no rótulo: Gotas de cristal, além das duas taças. Duas belas taças.
Mudo, eu fiquei.
- Achei que a ocasião merecia, fiz isso pra nós.
- Está... está... Lindo!
Risos de ambos, estouro na saída da tampa, brinde, uma breve reflexão dos últimos 90 dias e...
O final pertence ao autor.
obs:
O que ela vai fazer quando completarmos 1 ano?
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