
Já raciocinei o suficiente para afirmar isso. Não preciso de um compromisso semanal num consultório no centro da cidade. O psicólogo se aborrecerá. Também não é suficiente um acompanhamento espiritual. As entidades não descerão diante da minha presença.
A literatura de auto-ajuda já não me informa mais. As conversas que travo com a mãe não duram mais que 7 minutos. Ela me entregou pra Deus, como dizem todas as mulheres machucadas por aí.
O ambiente universitário não abre a cabeça, pelo contrário. Na verdade, ele aumenta a angústia porque ampliamos os questionamentos. No meu curso, ainda não há uma disciplina que trate das questões do coração. Meu currículo é incompleto.
Só serei melhor quando for obrigado a dormir a prestação, a conta gotas. Só serei menos egoísta quando gastar menos dinheiro com cerveja, com cigarro. Só terei mais compaixão quando vê-lo dormir um sono profundo e gostoso.
Só serei mais sensível quando perceber o valor dos momentos corriqueiros, colocá-lo no meu colo para alimentá-lo. Fazê-lo arrotar e rir depois. Só terei mais responsabilidade quando me sentir obrigado a protegê-lo da diferença entre as calçadas. Não deixá-lo esfolar o joelho e os lábios.
Só serei mais inteligente quando pagar finalmente essa dívida que a vida me impôs. A vida me adotou. A vida me deu oportunidade também de acertar. E só acertarei quando der uma oportunidade a alguém.
Só serei melhor com um filho.
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