Aceito emprestar minha cueca para ela. Empresto também meus pelos, minha voz mais grossa, meu gogó. A timidez, os comentários sob outro anglo de observação e o meu olhar estão inclusos no pacote masculino.
Ela precisa de masculinidade em sua vida. Cheguei a essa conclusão quando a toquei. Não estou argumentando que ela sofre de solidão ou que está encalhada. Seria horrível e ridículo de minha parte sustentar isso.
Só estou dizendo que o gloss, os estojos e as pulseiras precisam, às vezes, de descanso. Talvez ela precise de descanso. Eu sinto isso. Sinto que podemos descansar fazendo bom uso do sofá de três lugares.
Quero oferecer minha companhia masculina em qualquer noite de qualquer semana. Desejo essa aproximação. Eu sei que não combinamos com melação. Meus namoros do passado falam isso por mim.
É que um outro tipo de momento suscita um outro tipo de conversa. E estou disposto a conversar sobre tudo que ficou pra trás e sobre tudo que está na frente. E no meio. Ou sobre tudo que não se encontra lugar certo.
E se as conversas não agradarem, ótimo. Pelo menos vivenciamos a prática. Arriscamos. Avançamos sobre os conceitos. Reformulamos os mesmos. Experimentamos novos sentidos da relação metade feminina metade masculina.
Quero entrar com esta metade logo.

Um comentário:
Cuidar e receber cuidados, quem não quer?
Desde as margens do Rio do Carmo saio a convidar meus amigos do mundo, para que vejam a poesia que falo, o conto que conto e a crônica que narro. Você não conhece o Rio do Carmo? Não lhe culpo de nada. É tão pequenino o meu lugar. Mas ainda assim eu falo, pois é mundo, e quando se é mundo nunca falta o que falar.
Abraço do Jefhcardoso e lhe espero no http://jefhcardoso.blogspot.com.
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