
Sempre tem diferença. Sempre terá diferença. Em qualquer aspecto da vida, o segundo sempre foi diferente e não há problema nenhum com isso. Aliás, o problema nisso tudo é que as pessoas, especialmente os que são segundo, não entendem.
Eu explico.
Os filhos mais novos, por exemplo, não entendem por que os pais concediam mais autonomia para os primeiros, mais liberdade e menos chateação. É que não se trata de liberdade ou chateação, o que acontece é um zelo maior para que determinados erros não voltem a se repetir, com o mesmo amor, a criação do segundo é um pouco mais racional e um pouco menos emocional.
Na segunda casa, as festas agora podem passar das dez, não precisa mais agendar a churrasqueira e a garagem admite, pelo menos, dois carros e uma moto atravessada.
Com o segundo carro, o mecânico passa a ser outro ou continua o mesmo, mas o produto que o dono usa para perfumar seu carro é muito mais eficiente, ele agora escova os tapetes.
Com o segundo cachorro, já está devidamente concebido os lugares da casa para se fazer xixi e ou coco. A casa não será mais um carnaval de rua.
E com a segunda namorada, o buquê é mais volumoso e melhor escolhido, a calça que ele veste tem a bainha mais ajustada, seu perfume não é mais tão doce, além do valor do rodízio de pizza de cada uma das pizzarias, que agora estão todos anotados na porta de sua geladeira.
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