terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pinta: o lado escuro da lua


Adoro mulheres com pinta em uma das bochechas. Elas são especiais por serem misteriosas. Saborosas. Mas atenção: a pinta tem de aparecer somente em uma das maças do rosto. Dos dois lados, é sinal de exibição.

Com uma pinta solitária, a mulher reserva a outra metade de sua face para mostrar a pureza, a ingenuidade. O lado da pinta é o lado afetivo, provocador, sensual. É a metade da perdição.

Mulher sem pinta é mulher sem sal. Desculpem pelo meu radicalismo. Digamos, então, que, as mulheres sem pintas possuem outro tipo de sal. Mas não se trata do tempero que trato.

A pinta na bochecha é o trabalho artístico das células, é a tatuagem de amor produzida pela mãe e pelo pai. É um sinal feito, não para elas, mas para eles. Para nós. E o pior é que muitas perdem horas e horas rebocando o que já está pintado. O mesmo pintor da natureza.

Como são bobas. Preocupam-se demais com o batom, com o lápis, com o brilho dos cabelos, com a combinação da corrente com os brincos. Mal sabem que, no primeiro contato, nós olhamos mesmo é para a pinta. Ela que revela a personalidade da mulher. Ela é que nos faz apostar as fichas.

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