Eu já fui um iniciado e nos locais de reunião repetíamos por três vezes: o segredo é inviolável, o segredo é inviolável...
Ele está por toda a parte, é um Deus, porém de diferentes formas. Venerado por muitos, sua renovação é constante, descomunal. Tentador, badalado, capaz de promover qualquer homem (qualquer homem) sem exceção e que não para de ganhar adeptos. Com alguns, já deixou de ser fascínio, virou patologia infecto contagiosa com efeito devastador. O Carro é a representação simbólica de uma organização cujo objetivo é deixar o homem irreconhecível, transforma-lo de profano a iniciado. Eu sinto medo de pessoas que amam Carro. E não se trata de preconceito ou hipocrisia, mas de desconforto, deslocamento. É que não me sinto a vontade nesses eventuais cultos as máquinas onde os rituais evocam a aparência: o que eu poderia ser; o que eu poderia fazer; quem eu poderia comer. Nessa confraria, não é o carro a pedra filosofal, mas a alquimia que posso praticar ao adquiri-lo. Com isso, vejo esses adoradores membros de uma sociedade diabólica na qual se subverte o conceito de felicidade e desconfigura o homem que ontem se contentava com as coisas simples da vida.
Na natureza há uma espécie de poeira negra que paira sobre as cabeças, confabulando em favor das frágeis cabeças.
Um comentário:
interessante teu conceito sobre essas pessoas...
uma "sociedade diabólica"..
bem...compartilho da msm opinião q vc...
acho triste reparar que algumas pessoas julgam as outras pela aparência..ou pelo carro...
muitas valorizam mais as maquinas q o proprio ser...
^^
adorei o blog e os textos!!!
bjs!
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