segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Irmã de pedra

Minha casa passa por uma reforma de embelezamento e minha relação com o pedreiro anda no fio da navalha. Toda a relação com o pedreiro é o fio da navalha. Exige-se equilíbrio. Porque o pedreiro possui uma personalidade dualística. Ou será responsável por um processo de harmonização ou será responsável por uma irresponsabilidade. Não estou falando de roupa ou calçados porque estes convivem amistosamente numa escala semanal ou de carro que às vezes passamos dias sem usá-lo. Estou falando do espaço, do espaço que me permite ser aquilo que sou ou aquilo que gostaria de ser, o templo da minha subjetividade. Dou muito valor a casa, minha casa é minha irmã mais velha. Devo-lhe respeito e reconheço sua vivência.
Quero cuidá-la.

2 comentários:

Jandira Frota disse...

gosto da subjetividade dos teus textos....
^^
bjs guri!

Vagner Vasconsa disse...

Legal,Jandira!