segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Num domingo frio...

Eu suporto ficar de segunda a sexta em casa, fazendo nada além dos afazeres domésticos. Mas não suporto ficar o domingo em casa. Mesmo com o clima não muito convidativo, convido-me a romper com essa sonolência dominical.

O domingo em casa me incomoda. O domingo em casa é, para mim, um não-domingo. Ontem, no domingo, a tarde não estava lá essas coisas, mas ainda assim eu ansiava por uma saída.

Então, minha mãe, vendo o meu sofrimento e também sofrendo do mesmo sentimento, convidou-me a romper com aquilo. Já estava no início da noite, não havia muitas alternativas:

- Vagner, que tal a gente ir ao big?
- A gente pode ver gente!

Por alguns segundos pensei num possível prazer em tal programa. Lembrei-me, então, que não tinha nenhum centavo no bolso. Aquele convite traria mesmo diversão? Será que ele não me conduziria a frustração?

A frustração de não poder possuir uma LCD com mais de 20” para assistir os filmes do Tarantino em minha aconchegante sala. Ainda assim, aceitei. E foi ótimo!

Depois de passearmos por todos os corredores, no apagar das luzes, literalmente, recebo um olhar fulminante da morena dos frios. Sim. A moreninha responsável pelos queijos que mais adoro olhou-me de uma forma reveladora.

Olhei-a da mesma forma. Tal encarada mútua durou alguns estimulantes segundos. Minha mãe aproximou-se:

- Vamos?
- Já tô cansada.

No carro, o episódio não passou batido, minha velha perguntou se eu conhecia a morena de branco, responsável pelos derivados do leite. Respondi que ainda não, mas que ela tinha toda razão. Sem entender, pediu para me explicar melhor:

- No big, mãe, a gente pode ver gente.

Ah, a moreninha dos frios...

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