quarta-feira, 12 de maio de 2010

Palavras e silêncio




Em determinados momentos não sei qual recurso usar. Palavras ou silêncio? Reconheço valor
em ambos. Já usei ambos. Minha intuição, no entanto, parece ter decidido qual deles.

O silêncio pode vir de um ambiente ruidoso. Numa boate. Ambos permanecem em silêncio até que os corpos se comunicam. Quando isso acontece, o silêncio funcionou, rompeu a barreira da aparência e o que importa, agora, é a dança aguardada.

O silêncio ajuda o corpo. Uma troca de olhares vem com um silêncio sincero. Silêncio lembra concentração. Concentração rima com pretensão. É importante uma dose de pretensão.

Mesmo reconhecendo o valor do silêncio, quero substituí-lo. Já permaneci mudo por meses. Quero lançar mão das palavras. Prefiro ser ousado. Quero produzir frases com efeito, mesmo que chegue para ela com defeito. Assumo esse risco.

Quero puxá-la pela palavra. Quando nos interessamos por alguém com uma beleza notória, precisamos ser a minoria. Minoria não tem nada a ver com caretice, insegurança ou arrogância. Tem a ver com sutileza.

Acredito na sutileza como um aspecto decisivo na sedução. Se o silêncio ajuda o corpo a emitir os sinais do desejo, as palavras ajudam à relação parecer sutil.

Não menos excitante. Apenas sutil.

Um comentário:

Unknown disse...

A parte da pretensão foi uma baita sacada... e é uma grande verdade.
Da-lhe Vaguito!!