domingo, 30 de maio de 2010

Explorando a amiga

Para a Aline

                                                      



Tenho uma amiga médica. É incrível tê-la como amiga. Aprendo, a cada conversa que travamos, tudo em matéria de anatomia, atração, desejo, necessidade fisiológica.

Aprendo um pouco de medicina nos melhores lugares. Nos botequins. Mergulhados na descontração do ambiente, entre uma cerveja e outra, um cigarro e outro, ouço o segredo de cada parte do corpo humano.

E a cada gole, mijo mitos e folclores e percebo que tamanho, às vezes, é documento. Aprendi que a distância de um indicador ao outro, com os polegares juntos formando um ângulo de 90º graus, corresponde ao tamanho do pênis.

Foi terrível quando recebemos essa informação. Os homens da roda começaram a se medir numa espécie de reconhecimento próprio. Fiquei com medo de não ser aceito, de virar chacota. Senti-me um adolescente. Tudo certo, graças a deus.

Essa informação, contudo, foi menos impactante à de poucos dias depois. Numa conversa sobre atração, ela me disse que dois corpos de sexo oposto se atraem porque vêem ,um no outro, a possibilidade de adquirir anticorpos diferentes, a fim de buscarem um novo ser geneticamente melhor.

Fiquei pensando, depois de tudo isso, no pobre homem que tentar enganar minha amiga médica. Ele tentará se engrandecer, falará, em seu último recurso, que tem um desempenho fantástico na cama, que o dele é enorme. Coitado. Ele mal sabe de sua desvantagem diante dela.

Quero continuar explorando minha amiga médica. Preciso saber como se faz para seduzir alguém via palavra. Desejo saber dela se o ponto G da mulher situa-se mesmo no ouvido ou se, com algumas, o ponto G ficar em qualquer lugar do corpo, mas só se mostra numa ocasião especial.

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