
Nunca pensei que uma poeira escura e sem graça que aparece na TV tivesse mais peso que uma cervejada entre amigos. Não sou também das pessoas mais indicadas para sentar o pau na televisão. Também sou televisivo.
Vivi uma rejeição na pele. Tínhamos programado uma grande noite. Todos haviam recebido de suas respectivas empresas. Mil planos eram traçados para aquela noite calorosa. No fundo estávamos com medo das consequências.
Mas nem de longe a expectativa correspondeu. A maioria dos participantes daquela noite não apareceu. Combinaram entre si uma sessão restrita de Lost. Fizeram de uma sala um camarote vip.
Senti-me um lixo: minha conversa, meu imaginário, meu humor não tem o mesmo peso de uma trama bem amarrada pelos estadunidenses. A poeira de Lost é muito mais sedutora que o meu papo.
Entretenimento é uma coisa discutível, ou melhor, subjetiva. As pessoas têm o direito de optarem pelo o que fazer, com o que irão se divertir. Mas uma coisa é certa: o seriado Lost presta um desserviço à boemia
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