sábado, 20 de junho de 2009

Descobri o porquê de eu ser cafona


A música é uma manifestação artística produzida no, pelo e para o social. O imaginário do músico é que norteia o trabalho de carpintaria, de artesania embutidos no processo de composição. E o ouvinte faz automaticamente a contextualização da mensagem. Muitos conseguem se descobrir pela música. Ela também é identidade.
Eu me decepcionei com a música. Se a música reflete, muitas vezes, o quadro social de um período, então eu carrego resquícios de um momento brega, vulgar, do Brasil. Porque nasci no ano de 1982 e um dos maiores sucessos da época era “vem fazer glu glu”, do Sergio Malandro.
Não estou falando de letras inteligentes com uma musicalidade bacana e com um duplo sentido bem amarrado como “mamãe eu quero mamar, dá a chupeta...” estou falando de um texto pobre cujo significado não ultrapassa a alienação de um sujeito, ainda que com um duplo sentido.
Eu sou cafona por isso: no fundo no fundo o que eu mais gosto é de fazer glu glu.
Não, não, não! Trhiller, de Maicon Jackson, foi feito em 1982.
Eu sou um revolucionário.

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