
No caminho, percebia que a noite seria diferente, seria mais intensa, eu comentava com o amigo que estava sentindo fome, mas não era de comida.
O dia 7 de abril me trouxe percepções que até então eram abstratas, eu duvidava. Naquela noite no Teatro Guarani, um espaço antológico, vi e senti a poderosa relação que esse cara aí da foto tem com as feras do Titãs. E todas aquelas histórias de fãs descontrolados que invadem camarim, que se escondem no quarto do hotel ou que furam sistemas presidenciais de segurança pra garantir o contato íntimo com o seu ídolo, tudo isso faz sentido agora. É emocionante perceber a conexão que uma banda estabelece com aqueles que se identificam com seu som. Por isso que a manifestação artística é poderosa, é eterna porque alimenta o subjetivismo, neutraliza a razão e impulsiona a emoção.
Não é nenhum exagero dizer que Maicon e Titãs se resumem a necessidade e vontade.
O Maicon já entendeu o recado dos caras: ele sabe viver.
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