
Vivo dois amores em duas dimensões diferentes. Na primeira dimensão, espiritual. Na segunda, carnal.
Com o primeiro amor, sinto vontade de compartilhar momentos, rir e brincar juntos, imaginarmos coisas, sonharmos em sintonia, vontade voraz de emocioná-la.
Com o segundo, imagino-nos nus, ambos com as chaves que dão acesso ao erotismo desenfreado, quero ardentemente seduzi-la, quero me lambuzar no seu suor.
A primeira é culta, tem sensibilidade aguçada, vê beleza na escuridão do tempo chuvoso, aprecia a fotografia deslocada.
Com a segunda, porém, o abstrato é irreal, vê na multidão o seu espaço, vive como quem conta as horas para despedir-se.
Com a primeira, sinto vontade de levá-la ao meu quarto, não para forçá-la ao sexo, longe disso, mas para mostrar meus ingênuos poemas produzidos em noites de insônia.
Com a outra, sinto o fogo de levantar minha camisa para mostrar o meu abdômen definido ou exibir minha tatuagem de dragão nas costas, exibir-me.
Eu já vivi um amor amador e foi gostoso, imaginem dois profissionais.
Dois profissionais com metodologias diferentes...
Um comentário:
o bom é tentar conciliar os dois tipos de amor...
^^
beijos!
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